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Dinossauros do Brasil: 170 milhões de anos de evolução

Os mais antigos esqueletos de dinossauros são conhecidos de rochas brasileiras com 233 milhões de anos de idade. Naquele tempo, um supercontinente agrupava todas as terras emersas hoje conhecidas e apenas dois oceanos banhavam suas praias. Mamíferos e flores ainda não existiam e nem qualquer vertebrado havia aprendido a voar. 170 milhões de anos mais tarde, após impactos de asteroides gigantes e vulcanismos que perduraram por milhões de anos, seis continentes rodeados por cinco oceanos estavam repletos com milhares de espécies de dinossauros. Eles disputavam os ares com répteis gigantes, devoravam pequenos mamíferos, se especializavam na captura de insetos que se multiplicavam em parceria com as plantas com flores. Com tamanhos que variavam desde o de uma pequena rolinha ao de causar espanto à baleia-azul, desafiaram as leis da física e da biologia. Chamada de era dos dinossauros, a Era Mesozoica foi o mais intenso momento para a geologia e biologia em toda a história da Terra. No Brasil as rochas de boa parte desse intervalo, bem como o trabalho de diversos paleontólogos, já nos deram cerca de 50 espécies de dinossauros, protagonistas de histórias que estamos começando aprender a explorar. Viva os dinossauros do Brasil. Biólogo, paleontólogo, escritor, professor do Instituto de Geociências da USP, tem cerca de 15 livros de divulgação científica publicados sobre a pré-história brasileira, em especial sobre a vida dos dinossauros. Em 2018 foi vencedor do prêmio Jabuti de literatura infanto-juvenil com o livro O Brasil dos Dinossauros. Luiz Eduardo Anelli oferece formação sobre dinossauros e a pré-história do Brasil para professoras e professores do ensino fundamental e médio. Foi curador da exposição Dinos na Oca – Parque Ibirapuera -, e é o atual curador da exposição Patagotitan – o maior do mundo, que estreia em setembro no Parque do Ibirapuera, São Paulo. Anelli é o atual diretor da Estação Ciência da USP.

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Seminário Internacional Arte Degenerada 80 Anos - 25/04

MAC Ibirapuera nos dias 25 a 27/abril das 9h as 17:30h. Seminário Internacional Arte Degenerada 80 Anos, organizado pela Profa. Helouise Costa "No ano de 1937 o governo alemão, liderado por Adolf Hitler, inaugurou uma grande exposição de arte moderna com cerca de 650 obras confiscadas dos principais museus públicos do país, intitulada Arte Degenerada (Entartete Kunst). Marc Chagall, Otto Dix, Max Ernst, George Grosz, Wassily Kandinsky, Paul Klee, Lászlo MoholyNagy, Piet Mondrian e Lasar Segall estavam listados entre os 112 artistas que tiveram obras selecionadas para a mostra. Preparada para ser facilmente assimilada pelo público leigo, a exposição apresentava uma interpretação altamente negativa e tendenciosa da arte moderna. A mostra Arte Degenerada teve inúmeros desdobramentos no Brasil. Houve desde perseguições a artistas modernos acusados de degenerados, até manifestações de apoio e engajamentos na luta contra os regimes totalitários. Um exemplo deste segundo caso foi a exposição Arte condenada pelo III Reich, realizada na Galeria Askanasy (Rio de Janeiro, 1945). O evento buscou angariar o apoio do público local contra o nazifascismo e afirmar a arte moderna como sinônimo de liberdade de expressão. Neste momento em que se completam 80 anos da exposição Arte Degenerada, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, em parceria com o Museu Lasar Segall, realiza o Seminário Internacional “Arte Degenerada – 80 Anos: Repercussões no Brasil”. O objetivo é refletir sobre as repercussões da exposição Arte Degenerada (Entartete Kunst) no Brasil e sobre a perseguição à arte moderna ocorrida no país na primeira metade do século XX. O Seminário se realizará em três dias e contará com mesas-redondas formadas por especialistas nacionais e estrangeiros, além de sessões de comunicações selecionadas."