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Vice-diretor do CeMEAI é reconhecido internacionalmente pela ICIAM

O professor José Mario Martínez Perez, do IMECC/Unicamp e vice-diretor do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) foi assim anunciado como vencedor do prêmio Su Buchin do Conselho Internacional de Matemática Industrial e Aplicada (ICIAM): “... é concedido por realizações notáveis em pesquisa - uma combinação de teoria, prática, software e aplicativos para resolver problemas de otimização em larga escala - e na promoção do desenvolvimento das comunidades de otimização e matemática aplicada na América Latina”. Tal reconhecimento é concedido a cada quatro anos a matemáticos com atuação destacada na educação, na pesquisa e na promoção do desenvolvimento de países em desenvolvimento. A cerimônia de entrega ocorrerá em agosto de 2023, em Tóquio, durante o Congresso do ICIAM. É a primeira vez que um matemático da América Latina é agraciado. O trabalho de Martínez Perez foi fundamental no crescimento da pesquisa em matemática aplicada na América Latina. Ele orientou mais de 30 alunos de mestrado e mais de 30 doutorados, mantendo conexões ao longo do tempo e promovendo colaborações que fortalecem o desenvolvimento de grupos de pesquisa em cada um desses países. Para justificar a escolha por seu nome, o comitê do ICIAM também escreveu: “... suas contribuições representam avanços notáveis para resolver problemas de otimização em larga escala por meio de algoritmos e software publicados, juntamente com um profundo envolvimento em uma ampla gama de aplicações. ” Conversamos com o vencedor do prêmio e também repercutimos essa importante conquista para a comunidade científica brasileira com o presidente Pablo Rodriguez, da Sociedade Brasileira de Matemática (SBMAC), entidade que fez a indicação, e com a officer-at-large no ICIAM, a brasileira Liliane Basso Barichello, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Metodologia da Economia - Aula 8 - O Debate de Métodos: Escola Histórica versus Escola Clássica - Parte 1

Metodologia da Economia - Aula 8 - O Debate de Métodos: Escola Histórica versus Escola Clássica - Partes 1 a 7 Nesta aula do curso Metodologia da Economia, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a professora Ana Maria Bianchi discorreu sobre o importante debate metodológico que se deu no final do século XIX entre os que apoiavam a Escola Clássica de Economia e os componentes da Escola Histórica Alemã. Para os clássicos, a economia era uma ciência abstrata e dedutiva. A teoria logicamente articulada permitia deduzir leis passíveis de aplicação. Já os componentes da Escola Histórica viam a economia como uma ciência ética e realista. O método era indutivo, portanto, incapaz de formular leis gerais e abstratas. As leis econômicas, no caso dos historicistas, eram condicionadas a determinados estágios da história. A professora também discorreu sobre a “guerra de métodos”, ocorrida no final do século XIX entre as escolas Clássica Inglesa e Histórica Alemã. As diferenças começavam no posicionamento de cada grupo. Os intelectuais da Escola Histórica acreditavam que deveriam construir o futuro da nação alemã e por isso assessoravam as autoridades políticas, para que promovessem o desenvolvimento industrial e se colocassem contra os proprietários de terras que queriam impedir este desenvolvimento. Já os integrantes da Escola Clássica defendiam o liberalismo. O indivíduo deveria lutar pelo próprio progresso e a sociedade se organizaria naturalmente desde que confiasse nas leis do livre mercado. Por fim, a professora retomou a discussão sobre o Escopo e Método da Economia, desta vez na visão do economista britânico, Lionel Robbins, que morreu em 1984. Ele foi o formulador da definição neoclássica de Economia, que se tornou a mais aceita por muitas correntes. Segundo Robbins, Economia é a ciência que estuda o comportamento humano resultante da relação que existe entre as necessidades a serem satisfeitas e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos.