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A evolução do pensamento econômico e sua influência na teoria econômica moderna: Marxistas x Neoliberais. (Parte 01 de 02)

O seminário chamado A Evolução do Pensamento Econômico e sua Influência na Teoria Econômica Moderna: Marxistas x Neoliberais. O seminário opunha intelectuais das correntes marxista, com a professora Leda Paulani, docente do Departamento de Economia da FEAUSP e Neoliberal, Dr. Roberto Fendt Jr., vice presidente do Instituto Liberal e ex professor da FEAUSP. A mesa, dessa vez, foi presidida pelo chefe do Departamento de Economia, o professor Joaquim Guilhoto. Após uma breve introdução e apresentação dos dois outros integrantes da mesa, o professor Guilhoto passou a palavra ao hoje docente da FGV, professor Fendt Jr. O professor Fendt Jr. iniciou sua fala questionando exatamente o conceito de neoliberal. Disse ser um liberal, um dos poucos que realmente existem, e criou a hipótese de que o termo “neoliberalismo” hoje costuma ser atribuído a alguns estilos de governo e de ação presentes no mundo. O professor também citou as que viriam a ser para ele as maiores contribuições do liberalismo econômico, a macroeconomia, utilização de estudos empíricos e economia aplicada a outras áreas. Como não podia deixar de acontecer, o professor comentou brevemente a crise econômica mundial, sem cair no discurso de atribuição de culpa a esta ou aquela corrente econômica como um todo, o professor falou sobre a decisão de ajudar os bancos à beira da falência, e deu sua opinião, os bancos deveriam ser salvos. Como conclusão o professor esclareceu que não existe um pensamento liberal único, o próprio pensamento liberalista divide-se em vertentes, tais como liberalismo e anarcoliberalismo entre outros. Logo após foi a vez da professora Leda Paulani discursar. A professora fez um histórico e analisou tanto o pensamento Marxista dentro da economia, como também fez coementários acerca do pensamento neoliberal. A professora questionou se o pensamento mais recente é de fato o mais correto e se apenas o estudo do pensamento vigente integra de fato pensamento teóricos mais clássicos. Na opinião dela, os pensamentos clássicos devem ser estudados individualmente, já que nas ciências sociais e humanas, não se pode dizer que teorias mais novas tornam outras teorias clássicas, não utilizadas praticamente, erradas, como pode ocorrer nas ciências exatas. Após a apresentação de ambos professores, as rodadas de perguntas foram abertas ao público.

Darwinismo e humanidades

O Instituto de Biociências (IB/USP) promoveu palestra sobre “Darwinismo e Humanidades”, na sexta-feira, 23 de maio, com José Eli da Veiga, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE/USP). A atividade integrou a programação dos “Seminários de Genética e Biologia Evolutiva”, promovidos pelo Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB/USP. SINOPSE: 1. Por mais de um século a assimilação do darwinismo pelas humanidades foi radicalmente inviabilizada pelas incipiências e precariedades que caracterizaram os dois lados. Até a “síntese moderna” (1936-1950), o darwinismo era demasiadamente especulativo e - com raríssimas exceções - as iniciativas de adotá-lo em análises das sociedades humanas não poderiam ter sido mais desastrosas. 2. Apesar de tão negativo legado, avançou muito nas últimas quatro décadas a validação do darwinismo como paradigma que não se restringe às ciências naturais. Pesquisadores que não chegam além das analogias se dizem adeptos de um “darwinismo parcial” para tomar distância tanto do “darwinismo universal” quanto do contraposto “darwinismo generalizado”. 3. Todavia, infinitamente mais importantes que tais divergências serão os desfechos de duas controvérsias recentemente desencadeadas por duas duplas de biólogos: a contestação de que as possibilidades de cooperação entre as pessoas dependam direta e exclusivamente de sua proximidade genealógica; e a proposta de se distinguir quatro dimensões evolucionárias independentes, pois, além dos tão celebrados sistemas de herança genética, que concentraram quase todos os esforços de pesquisa, comprova-se a relevância de mais três sistemas: os epigenéticos, os comportamentais e os simbólicos.