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Vice-diretor do CeMEAI é reconhecido internacionalmente pela ICIAM

O professor José Mario Martínez Perez, do IMECC/Unicamp e vice-diretor do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) foi assim anunciado como vencedor do prêmio Su Buchin do Conselho Internacional de Matemática Industrial e Aplicada (ICIAM): “... é concedido por realizações notáveis em pesquisa - uma combinação de teoria, prática, software e aplicativos para resolver problemas de otimização em larga escala - e na promoção do desenvolvimento das comunidades de otimização e matemática aplicada na América Latina”. Tal reconhecimento é concedido a cada quatro anos a matemáticos com atuação destacada na educação, na pesquisa e na promoção do desenvolvimento de países em desenvolvimento. A cerimônia de entrega ocorrerá em agosto de 2023, em Tóquio, durante o Congresso do ICIAM. É a primeira vez que um matemático da América Latina é agraciado. O trabalho de Martínez Perez foi fundamental no crescimento da pesquisa em matemática aplicada na América Latina. Ele orientou mais de 30 alunos de mestrado e mais de 30 doutorados, mantendo conexões ao longo do tempo e promovendo colaborações que fortalecem o desenvolvimento de grupos de pesquisa em cada um desses países. Para justificar a escolha por seu nome, o comitê do ICIAM também escreveu: “... suas contribuições representam avanços notáveis para resolver problemas de otimização em larga escala por meio de algoritmos e software publicados, juntamente com um profundo envolvimento em uma ampla gama de aplicações. ” Conversamos com o vencedor do prêmio e também repercutimos essa importante conquista para a comunidade científica brasileira com o presidente Pablo Rodriguez, da Sociedade Brasileira de Matemática (SBMAC), entidade que fez a indicação, e com a officer-at-large no ICIAM, a brasileira Liliane Basso Barichello, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Astronomia: Uma Visão Geral II - Aula 15 - Parte 2 - As fontes de pulsos de raios-gama

Astronomia: Uma Visão Geral II - Aula 15 - Partes 1 e 2 - As fontes de pulsos de raios-gama Os raios-gama são o extremo mais energético do espectro eletromagnético. No Universo, existem muitas fontes que emitem raios-gama, mas, ao contrário de todas as outras faixas do espectro, seus fótons não podem ser focalizados. Esses fótons vêm de objetos cósmicos muito distantes, que não atingem a superfície da Terra. Como, então, é possível detectá-los? Neste programa, o professor João Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, responde a essa questão e também conta como o primeiro pulso forte em raios-gama foi detectado, na década de 60. Foram mais de trinta anos de pesquisa até os astrofísicos compreenderem o que causavam as explosões em raios-gama, que são extremamente rápidas e distintas umas das outras. Na segunda parte da aula, o professor apresenta os dois tipos de pulsos de raios-gama e qual a relação deles com o momento de criação de buracos negros. Os chamados pulsos longos vêm de supernovas de estrelas de grande massa, no momento em que seu núcleo colapsa e se transforma em um buraco negro. Na Via Láctea, há uma estrela de grande massa, a Eta Carinae, em condições de explodir e emitir esses pulsos. Quando isso pode ocorrer? Quais seriam as consequências para o Sistema Solar? As respostas estão neste programa. O professor finaliza a aula explicando como surgem os pulsos curtos, que estão relacionados com a fusão de duplas de estrelas de nêutrons.